A simples lembrança do seu rosto
com olhos a me intimidar
me causa reações físicas inexplicáveis.
O respirar é pesado.
Quase como se o ar estivesse rarefeito.
O corpo acelera.
Necessita da proximidade do teu toque.
Isso me faz dominador.
E também vítima
de sentir seu cheiro
e provar o gosto que sua boca exala.
É mais que sentido,
é alma.
É euforia.
É calma.
Te sinto.
Sinto seu corpo estremecer
a cada toque meu.
Me debruço sobre seus ombros.
Uno meu corpo ao seu.
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Autor:
Eliete Souza (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 28 de fevereiro de 2026 21:45
- Categoria: Amor
- Visualizações: 19

Offline)
Comentários2
Boa noite poetisa! Parabéns por seu poema!
Este poema é uma exploração sensorial e visceral do desejo e da conexão íntima. O autor foca nas reações psicossomáticas que a presença (ou a simples memória) do outro provoca — a falta de ar, a aceleração cardíaca e o contraste entre ser dominador e vítima da própria paixão.
O texto destaca-se por sua estrutura de opostos: a euforia que convive com a calma, e o físico (cheiro, gosto, toque) que transborda para o espiritual (é alma). É uma celebração do encontro carnal que busca a unidade total entre dois corpos. Meu abraço poético.
Perfeita!!! Sim é sobre isso Gratidão por sua análise sensível e profunda.
Que poesia linda!
Gratidão
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