Um terremoto dentro de um copo d'água
Um coração quebrado, uma alma cansada
Me olho no espelho, estou escorrendo pelo ralo
Não era para ser assim, não era para eu esquecer de tudo o que fiz
Meu amor, cuspa fatos em mim
Estive sangrando, estive quebrando todo o meu orgulho
E agora não consigo ver nada meu como bom
Sou um sobrevivente, continuo seguindo em frente
Com olhar sério, não aprendi como viver
Não consigo ser aberto, tudo isso me enche
Tantas portas para bater, estive gastando minhas horas com porcaria
Faça uma cicatriz no meu coração enquanto fico soluçando palavras
Não tenho motivação, com uma fé rasa e uma disciplina medíocre
Desprenda tudo de mim, estive carregando esse fardo que não é meu
Sou invisível, sou igual a qualquer um, estive procurando algo que prendesse minha atenção
Para respirar fora, para cuspir o que esteve na minha garganta
Esgotado pela estagnação, minha querida nunca vai estar aqui
Estive escorrendo pela pia, tentando lavar a minha alma junto da carcaça
Escoando, a água escoa pelo ralo, o que ficou de mim? Será que dessa vez...
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Autor:
Marsh (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 27 de fevereiro de 2026 21:51
- Categoria: Surrealista
- Visualizações: 8
- Usuários favoritos deste poema: LF Text, Drica
- Em coleções: Melancólico.

Offline)
Comentários3
Um poema que expressa o que sente sem dourar pílulas.
Abraços
Obrigado novamente por ler meus poemas.
Seus poemas sempre bons. Sempre bons de ler.
Obrigado por ler meus poemas, querida Drica 🙂
SERGIO NEVES - ...meu amigp, nem vou ficar "falando" muita coisa, não...,...vou sintetizar: ...precioso escrito! ...parabéns pela excelência que aqui derramas! /// Abçs.
Agradeço pela leitura e pelo comentário.
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