Achei que podia existir,
Sol reluzente que aquece a manhã,
Suco de fruta natural,
Pão integral com geleia de goiaba e maçãs,
Manteiga Polenguinho sem sal.
Corrida matutina,
Beira da praia,
5 km e tal.
Banho com rotina de hidratação,
Trabalho com carro elétrico, sem emissão,
Academia privada com assistente virtual.
Famoso sujeito, moro num país tropical.
Eu sempre busquei a perdição,
Hoje eu peço petição
Pra não me render ao que quase não me dava paz.
Eu tava em busca da perfeição,
Quando, na real,
Só precisava encontrar meu eu ideal.
O ideal: ponto de vista perfeito
Daqueles que já não enxergam mais.
Menos cinza, mais azul.
Bater o carro e se preocupar com quem se machucou mais.
Tentar não mandar tomar no cu
Quando a palavra já não é eficaz.
Agradecer pelo serviço alheio,
Que só é alheio
Pra quem vive a vida em paz.
Saber que xingar na razão
Só perde tesão pra:
“Relaxa, não foi nada demais.”
Nas coisas simples que me pedem,
Eu enxergo uma imensa vala de dificuldade.
Xingo com muito palavrão,
Ajo igual um cuzão,
Não volto nas palavras,
E o ego me domina,
Quase me denomina.
E eu ainda quero falar de paz.
É assim que vai…
Eu tô mais perto do croissant no café da manhã
Ou da paz que tanta falta me faz?
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Autor:
Castrovsk (
Offline) - Publicado: 24 de fevereiro de 2026 15:27
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 0
- Em coleções: Muita alma e muita arte..

Offline)
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