Primeiro de muitos

Antonio Souto

É o primeiro de muitos, quem sabe lá de onde vêm,
Da cabeça do poeta que nunca se contém.
Que escreve, apaga, refaz outra vez,
Porque dentro do peito há sempre um talvez.

As palavras surgem leves, sem pedir permissão,
Como gotas de orvalho tocando o chão.
Cobrem folhas verdes num jardim encantado,
Que cultivo em silêncio, por mim tão amado.

A criança cresceu ouvindo histórias no ar,
De reis, de heróis, de quem sabia sonhar.
Fantásticas tramas moldando o pensar,
Feitas de coragem, medo e amar.

Entre vozes antigas e lume de lampião,
Foi criando universos na imaginação.
Cada conto ouvido virava semente,
Brotando em versos dentro da mente.

E hoje esse poeta que insiste em criar,
Ainda é o menino que ousou escutar.
Pois quem guarda histórias no coração,
Nunca escreve sozinho, escreve em comunhão.

  • Autor: Antonio Souto (Offline Offline)
  • Publicado: 24 de fevereiro de 2026 12:44
  • Categoria: Não classificado
  • Visualizações: 2


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