(Lucien Vieira)
Socorro, preciso de um analista.
Já não sou seguro de ser um da tua lista
ou o simples descarte programado da tua vista.
O hospital me reconhecerá o código?
Sonhos, frutos da (des)arrumação do ter,
tropeçam no efeito profundo filosófico do optar ser.
Excludências resultam, afinal, no mero desmerecer...
Categorizar é o processo do perder ou perder...
Como seria o meu estado,
resultado da ordenação do sem Estado?
Alexitimias neoliberalistas sugerem cifras à direita;
cidadãos, aqui e lá, divergem quanto a (des)ordem — feita(?).
Há, à mostra, inumeráveis narrativas dúbias — tratado(?).
Tus, calçados, sobem degraus;
eus, marcham descalços na rua.
A justiça é cega ou é cega?
Nestas complexas ruelas desconexas de exatidão,
inquietude — sinopse do desconforto do ser não;
dessofrer é desconhecer as travas do portão.
O conjunto da obra aconselha reflexão!
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Autor:
Lucien Vieira (
Offline) - Publicado: 23 de fevereiro de 2026 13:07
- Comentário do autor sobre o poema: ... questiona se é um "simples descarte programado", sugerindo que, no sistema atual, o indivíduo é reduzido a um código ou a uma cifra (IA).
- Categoria: SociopolÃtico
- Visualizações: 2

Offline)
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