Fora na hora merencória de um sino,
Que minh'alma de olhares enublados,
Andaste por andar sem ter destino,
Na solidão das sombras e dos prados...
Já vinha a noite, longe, com seu hino,
Cheia de cores de hortos irisados,
O sepulcral silêncio vespertino,
Tinha alvores de céus nunca sonhados.
Tudo passavas pelo véu das horas,
Ante a face da tarde que descoras,
Ante o lírio noturno que floresce...
Tudo seguias calmo pelos cerros,
E ver, podia, seguindo, os enterros,
O brilho de um luar que não se esquece...
Thiago Rodrigues
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Autor:
Thiago R (
Offline) - Publicado: 22 de fevereiro de 2026 20:02
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 12
- Usuários favoritos deste poema: Vilma Oliveira

Offline)
Comentários1
Olá poeta! Belíssimo soneto, meus sinceros parabéns!
Que sua noite seja abençoada. Meu abraço poético.
Grato pelo comentário, Vilma! Uma boa tarde!
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