Mãos do meu Destino

Ricardo Maria Louro



Há em mim um grito de infinito

no silêncio que me veste a solidão

há qualquer coisa de vento

numa voz que me fala ao coração.

 

E há um suspiro feito de água

num olhar que me toca o pensamento

há um gesto ferido e meigo

que pesa triste sobre o tempo.

 

Há um adeus de asas paradas

junto às mãos do meu destino

que me acena com um lenço,

desde sempre, no caminho ...



Para poder comentar e avaliar este poema, deve estar registrado. Registrar aqui ou se você já está registrado, login aqui.