Talvez uma única vez
Isso tudo não tenha a ver
Somente conosco.
Independente
do que você espera de mim,
Me antecipo às suas
Expectativas,
Ajo inesperadamente.
Mesmo parecendo óbvio,
Artífice de ilusões,
Operário de angústias,
Artesão da alma.
Pesquisador da profilaxia,
Busco certa toxicidade salutar,
Acidez sonhando alcalina,
Desejando ser benigna.
Blá blá e blá.
Desbravador do espírito,
Um trabalhador braçal
Que lavora com tinta e papel.
Palavreados
Ambicionando
Palavrões.
Possuo todas as perguntas
Fundamentais e universais
E nenhuma resposta.
Talvez esta única vez
Isso tudo só tenha a ver
Conosco.
Pois é,
Sou sim um poeta,
Sou só,
Poeta.
Esse é meu ofício,
Meu karma,
Maldição
E magia.
Não posso te oferecer nada,
Além de poesia.
(Michel F.M. - 13/01/23)
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Autor:
Michel F.M. (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 22 de fevereiro de 2026 07:27
- Categoria: Reflexão
- Visualizações: 4
- Usuários favoritos deste poema: Michel F.M.
- Em coleções: Revolesia (Volume Único).

Offline)
Comentários1
..."Não posso te oferecer nada,
Além de poesia"...
Perfeito!
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