A Geometria da Retirada
Dizem que ganhar
É somar
Mas há um triunfo mudo
Em subtrair
Os finais
Não são abismos
São molduras
O contorno exato
De onde a história
Precisou existir
A renúncia é o sim
Que se guarda
Um pacto de honra
Com a própria direção
É o luxo de não ser
Tudo para todos
Para ser enfim o solo
Da própria construção
Os limites
Não são grades
São portos
O mapa que diz até aqui
Eu me pertenço
Conquista é saber
Dizer basta
Antes que o próprio ser
Se torne
Imenso e denso
Soltar é um músculo
Que se treina
Desapegar é a arte
De abrir a mão
E descobrir que o vazio
Não é falta
É apenas o espaço
Para a próxima estação
Pois o recomeçar nasce
Desse despojo
Da união sagrada entre
O que foi e o que virá
A maior conquista
É a coragem de ser novo
Deixando o velho
Com gratidão descansar
Meu lado Poético
Geralda Figueiredo
-
Autor:
Gel (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 22 de fevereiro de 2026 00:02
- Comentário do autor sobre o poema: Às vezes, a vitória não é o que se acumula, mas o que se deixa pelo caminho. Aqui está uma perspectiva sobre essas conquistas invisíveis. Vale a pena conferir!
- Categoria: Espiritual
- Visualizações: 6
- Usuários favoritos deste poema: Versos Discretos

Offline)
Comentários2
AS vezes e só as vezes, ao perder se ganha mais.
Lindas palavras! Moldar o vazio como espaço fértil para o recomeço...Uma tarde de luz e paz, Poetisa!
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