NO CANTO
Ha um amontoado de coisas
num canto
Acúmulos de muito tempo.
Esperanças esquecidas,
Desejos amassados,
beijos não compartilhados,
sonhos não finalizados.
Coisas que não foram concluídas como poemas que foram
escritos até o meio.
No canto um pouco de vida
Um pouco de morte.
Um pouco de vida,
porque há coisas que
ainda faz sair
o solfejo de alguma nota.
Um pouco de morte,
porque há coisas
que tempo borrou, apagou…
No canto, cada tralha
é um sorriso que não voltou.
É uma dor não curada
Mas esquecida
Há coisas do tempo de lá
e do tempo de cá
Coisas que não tiveram tempo de ser
E que viraram restos.
Restos atirados num canto
Restos de alegria
Restos de agonia
Restos de pranto.
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Autor:
Carlos (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 21 de fevereiro de 2026 09:44
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 7

Offline)
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