Ainda ontem, fui até o fim.
Ainda ontem, acordei bem cedo,
alegre, sorridente, com brilho nos olhos.
Olhos os quais sonham, almejam e anseiam.
Em minha mente se passavam tantos pensamentos
e, ao mesmo tempo, não passava nada.
Memórias de quem sempre fomos?
De quem nunca fomos?
Ou de quem sempre quisemos ser?
Crescemos sob a ousadia e a alegria de Neymar,
a garra, a força de vontade e a genialidade
de tantos ídolos desse esporte
que ecoa e samba em nossos corações.
Ainda ontem, entreguei tudo.
Fui até o fim.
O corpo falhou,
mas o coração seguiu.
Até a última gota de suor.
Até a pele arrepiar.
Até qualquer tipo de dor deixar de existir.
Ninguém sabia explicar
o que estava acontecendo, pois...
O que estava acontecendo se chamava futebol.
O mais pleno estado que nascemos para ser.
Entre gritos, olhares e lágrimas,
era gol.
Quem poderia ser, se não a gente?
Ainda era tempo.
Era tempo de se jogar com o coração.
O tempo sempre foi agora.
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Autor:
Luiza Roberta (
Offline) - Publicado: 21 de fevereiro de 2026 00:38
- Comentário do autor sobre o poema: Esperança.
- Categoria: Ocasião especial
- Visualizações: 2

Offline)
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