Nunca gostei do silêncio,
sempre ansiava por alguma voz.
Ficar sozinho era um suplício e uma
sentença dolorosa.
Eu odiava não ter com quem conversar e isolar-me.
No entanto, hoje eu penso diferente:
sentir-me sozinho é a melhor forma
de me encontrar e estar vivo.
Somente quando estou completamente
só, consigo aproximar-me do verdadeiro eu.
A solidão é a forma mais linda e fugaz de
encontrar-me e de refletir.
Não há a presença de ninguém para
moldar-me e afastar-me do meu ser.
As pessoas destoavam-me de algo,
comumente conhecido como vida;
faziam-me dependente do outro ser e,
por isso, a minha individualidade desaparecia.
Somente quando estou na minha profunda
melancolia, eu posso ser quem, verdadeiramente,
me tornei.
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Autor:
Gabriel (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 20 de fevereiro de 2026 23:31
- Comentário do autor sobre o poema: ''O que for, quando for, é que será o que é.'' — Alberto Caeiro
- Categoria: Reflexão
- Visualizações: 2

Offline)
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