A desumanização à solta, corre.
E morre a empatia, mata dignidade;
Imoralidade romantiza e escorre.
Decorre da indiferença e crueldade.
Verdade é ilegal; respeito: porre
Incorre da lesão sensibilidade;
Realidade do outro? Dor? - Não socorre.
Concorre com nocivo em intensidade.
Capacidade de enxergar o outro: cega,
nega estender a mão; também vira a cara.
Para, subjuga, sangra, à bens apega.
E rega espinho; recusa-se e mascara.
Declara o caráter, ao atroz se entrega.
Alega bom; arrancar olhos é tara.
Raquel Ordones #ordonismo #raqueleie
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Autor:
Raquel Ordones (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 20 de fevereiro de 2026 22:01
- Categoria: Surrealista
- Visualizações: 34
- Usuários favoritos deste poema: Sinvaldo de Souza Gino, Versos Discretos

Offline)
Comentários4
Mais que poema, suas palavras se fazem apelo!
Belíssimo!!
obrigada!
A desumanização como um processo corrosivo, que mata a empatia e banaliza a dignidade, enquanto a indiferença e a crueldade se tornam "quase normais"...Belas palavras, Poetisa! Abraços poéticos!
obrigada!
Legal o seu estilo de escrita! Parabéns!!!
obrigada!
Olá poetisa, Boa noite! Belo soneto de raro esplendor, meus parabéns!
Meu abraço poético.
abraços, menina poeta! obrigada!
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