Transponho meus próprios limites
na busca do que não sei nomear.
Caminho por dentro de mim
como quem atravessa névoas
sem mapa.
O vazio retorna —
sempre ele —
ocupando os espaços
que ainda não aprendi a habitar.
Construo pontes emocionais
com mãos trêmulas de esperança,
mas, ao final da travessia,
esqueço onde começa a entrada
que me levaria ao outro lado.
Perco-me na imensidão
que transborda em mim.
Sou mar em ressaca,
sou correnteza sem margem.
Afogo-me em pequenas gotas
que silenciosas se acumulam,
e quando percebo
já são cachoeiras —
avassaladoras.
E me conduzem, inevitavelmente,
ao ponto inicial…
onde ainda procuro
a entrada da ponte
que eu mesma construí.
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Autor:
Eliete Souza (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 20 de fevereiro de 2026 16:08
- Comentário do autor sobre o poema: Permita-se conhecer o seu interior.
- Categoria: Reflexão
- Visualizações: 1

Offline)
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