Assim como existo hoje,
não sei se existirei amanhã.
O vento pode passar por mim
e, junto a ele, meu fôlego se esvair.
Quando achares que carregas o tempo no bolso,
lembra-te: é o tempo que te tem.
E seus ponteiros continuam a correr,
mesmo sem pilhas.
Não dá para retê-lo.
Verás o tempo escorrer pelos dedos.
Vaidade… tudo é vaidade.
Como a flor do campo florescemos
e, por um pouco de tempo, somos viris e vistosas.
Mas não eternas nesse solo da vida.
Murchamos, secamos e morremos —
e outra nasce em nosso lugar.
Quando isso entendermos,
desapegaremos de pesos desnecessários,
de bagagens penosas
que entortam nosso caule.
E viveremos retos e eretos
até o dia de nossas pétalas
sob o chão caírem.
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Autor:
Ser pensante (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 20 de fevereiro de 2026 11:51
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 76
- Usuários favoritos deste poema: Rogério, MAISA NALAPE

Offline)
Comentários5
Muito linda!
Obrigada
Somos o tempo, e como tal, passamos e passaremos.
Obrigada por comentar!
Que poema profundo e delicado! Há uma beleza melancólica ao comparar a vida às pétalas que caem — efêmera, frágil e preciosa. Seus versos nos lembram de viver leves, desapegados e atentos à passagem do tempo. Encantador e tocante.
Linda visão sobre o poema.
Agradeço por ler!
Gratidão. Desejo-lhe tudo de bom.
Belo poema. Resume em versos toda a efemeridade da vida! Bravos!
Agradeço por lê-lo querida!
Excelente poetisa, essa temática me fascina
Agradeço amigo
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