Vivendo ao relento
(Rio Bonito, 01 de junho de 2010 Juliana de Lima).
No rancho da imensidão,
Com visitas apenas de tempestades,
Gotas de saudade,
Lembranças de doce ilusão.
As melodias que ouço
São vozes de trovões,
Diferentes dos bailes de moço,
Os dias de retouço e as alegrias dos galpões.
Ó... gaúcho sem paradas,
Destino de lamentos,
Vivendo ao relento.
Que vida amargurada !
Estes clarões de lembranças,
Laçam minha alma,
Revivo outras andanças...
Perdendo a calma.
O poncho continua molhado,
No esteio de esquecimento,
De um gaudério abandonado,
Fugindo do sofrimento.
© Juliana de Lima, 2010.
Todos os direitos reservados.
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Autor:
Ju Lufada (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 20 de fevereiro de 2026 09:53
- Categoria: Não classificado
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Offline)
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