Minha lua, minha luz, minha estrela,
eu fui tua e tu foste a chama da minha vela.
O teu amor foi essencial, como o ar que tu respiras.
No entanto, este tornou-se o mal que me castiga.
Observo-te como quem assiste à hora passar pelos ponteiros de um relógio.
Meu calor foi-se junto com a nossa despedida do refúgio.
Ainda espero tua volta, sendo eu quem te expulsei.
Eu a deixei solta, mesmo sendo a única mulher que amei.
Agora me arrependo, roendo as unhas, torcendo para que venhas ao meu encontro e te amarres às minhas linhas.
Estou vendo como estás neste carnaval, cantando e dançando com damas casualmente.
Mente para ti e finge que também não sentes.
Ou não sentes?
Já não sei mais; não sei como estás, com quem andas ou o que fazes.
Agora percebo que devo deixar-te em paz.
Minha querida parceira, não sou capaz de ser indiferente sobre o
que fomos nós.
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Autor:
gio (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 19 de fevereiro de 2026 18:02
- Comentário do autor sobre o poema: É bom pensar em lembranças dolorosas como aprendizagens pessoais e não demonizar pessoas que nos fizeram aprender algo com elas mesmo depois de elas terem ido embora.
- Categoria: Amor
- Visualizações: 3

Offline)
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