O estado primário é onde nós começamos,
camada por camada.
Mas para onde isso irá me levar?
O que pode significar?
Se quanto mais eu corro,
mais eu caio num vórtex gerado
pelo meu inconsciente que ainda parece
resistir e insistir em correntes
presas ao que deveria ser livre, o espírito.
Se é humano, nunca saberei a resposta,
apenas sinto vibrar uma frequência
que incessantemente me corta os sentidos,
um grito que ecoa além dos limites suportáveis
por nós, reles mortais.
É triste, mas as vezes não me há escolhas
e soltar esse mesmo grito no além,
no espaço-tempo gélido infinito,
pois conscientemente sei,
que não haverá quem queira ouvi-lo,
abraçar o desconhecido
e dividir essas dúvidas.
Essas tão doídas e sufocantes para uns
e banais para outros.
Mas para mim, essenciais.
Não nego, mas do contrário,
impeço de querer viver e sentir o raso
a pulsar e ganhar seu lugar próprio.
E então, o que me resta?
Aceitar o espaço ilimitado
dos questionamentos existenciais
carregados de consequências
e a inevitável solitude
com todas as suas sombras.
Pois somos feitos de luz e escuridão.
S.R.
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Autor:
Stéfani Rossi (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 19 de fevereiro de 2026 10:19
- Categoria: Espiritual
- Visualizações: 4

Offline)
Comentários2
Bonito texto.
Muito obrigada! 🙂
Um texto impecável e sábio!
Excelente dia para a poeta!
Gratidão pela mensagem.
Uma ótima semana!
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