III - Tecelã

Noétrico

Ainda tens tanto a pensar,
mas não deverias.

A cabeça enrola-se
em um grande manto de pensamentos,
alheio ao meio,
apenas fica atento.

Tens receios que se aproximam da realidade,
mas com o toque suave da mentira.

Um desespero que assombra,
um grito surdo,
mudo,
abafado.

Não há a quem recorrer
Não há companhias
Tudo em modo de farsa
É um baile de Máscaras.
Desesperado — usou a própria face.

  • Autor: Noétrico (Offline Offline)
  • Publicado: 18 de fevereiro de 2026 17:41
  • Comentário do autor sobre o poema: Este poema fala sobre o instante em que a mente deixa de interpretar e passa a operar. Quando aquilo que deveria proteger passa a conduzir e o sujeito já não distingue: o que teme do que criou para temer. A Tecelã é a sociedade que nos guia e molda. Aqui quero deixar claro a consciência de sua existência.
  • Categoria: Surrealista
  • Visualizações: 10
Comentários +

Comentários2

  • Amanda S. Moraes

    Adorei

  • Oswaldo Jesus Motta

    Um mergulho angustiante na solidão e no desespero disfarçado...Abraço poético!

    • Noétrico

      Num é? Eu acho lindo!! A sua percepção foi perfeita.
      Dá uma olhada no poema "Só" o escrevi ontem...



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