Ainda tens tanto a pensar,
mas não deverias.
A cabeça enrola-se
em um grande manto de pensamentos,
alheio ao meio,
apenas fica atento.
Tens receios que se aproximam da realidade,
mas com o toque suave da mentira.
Um desespero que assombra,
um grito surdo,
mudo,
abafado.
Não há a quem recorrer
Não há companhias
Tudo em modo de farsa
É um baile de Máscaras.
Desesperado — usou a própria face.
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Autor:
Noétrico (
Offline) - Publicado: 18 de fevereiro de 2026 17:41
- Comentário do autor sobre o poema: Este poema fala sobre o instante em que a mente deixa de interpretar e passa a operar. Quando aquilo que deveria proteger passa a conduzir e o sujeito já não distingue: o que teme do que criou para temer.
- Categoria: Surrealista
- Visualizações: 1

Offline)
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