Você sente falta do quê, exatamente?
Da rejeição que chegava de madrugada como tapa na cara?
Das noites que o sono fugia porque a mentira pesava mais que o travesseiro?
Das promessas que viravam fumaça antes de amanhecer?
Pô, cara...
Você chorava por alguém que te tratava como opção de emergência.
Aceitava migalhas e chamava de banquete.
Dizia "é amor" quando era só vício em dor.
O que destruiu você não merece saudade.
Não merece nem um "e se".
Foi caos com rosto bonito,
desrespeito disfarçado de intensidade,
vergonha que você engolia e ainda sorria pro espelho.
Sente falta do inferno porque acostumou com o fogo na pele.
Mas olha pra você agora:
marcado, mas vivo.
Quebrado, mas em pé.
É hora de deixar.
Não por ódio.
Por piedade de si mesmo.
Porque continuar sentindo falta do que te matava aos poucos
é escolher morrer devagar, todo dia.
Você merece paz que não vem com preço de humilhação.
Merece amor que não te faz questionar seu valor.
Merece olhar pra trás e dizer:
"Aquilo me destruiu... mas eu sobrevivi.
E nunca mais volto pro mesmo veneno."
Para de romantizar a dor, mano.
Ela não é poesia.
É prisão.
Solta.
Respira.
E segue.
Porque o melhor da sua vida ainda não foi escrito por quem te apagava.
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Autor:
Abismopoetico2026 (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 18 de fevereiro de 2026 01:46
- Comentário do autor sobre o poema: Apenas uma reflexão
- Categoria: Reflexão
- Visualizações: 3
- Em coleções: ABISMOPOÉTICO2026.

Offline)
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