Meus próprios alardes

Esther Porfírio



Recentemente eu limpei as paredes

Eu já estava com sede 

A garrafa então ficou pela metade

Mas repentinamente eu não sinto vontade

De te falar alguma verdade

Elas não parecem mais escondidas

Na verdade, estão bem polidas

Eu sei que cedo ou tarde não ficaremos pela metade

E eventualmente não haverá nenhuma vontade, seja da sua ou da minha parte

Eu sei que agora eu lido com meus próprios alardes

Quando me olho no espelho eu sei que não sou um grande objeto de desejo

Mas eu me respeito, respeito meu cabelo, respeito meu jeito

E aceito meus defeitos

Eu me respeito

E eu não quero mais nenhum medo

Pretendo viver desse jeito.

  • Autor: Porfírio (Pseudónimo (Offline Offline)
  • Publicado: 17 de fevereiro de 2026 19:30
  • Comentário do autor sobre o poema: Feliz carnaval, pessoal!
  • Categoria: Reflexão
  • Visualizações: 1


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