Nem chá, nem choro.
Nem o amargo do café, nem o estalo do biscoito.
Nada mais sustenta o peso do dia.
Ela se foi no eco de um sussurro: - Eu preciso de você.
Enclausurada nos lençóis, a mente é um carrossel desgovernado.
O mundo rodopia, alucina, entre doses medidas e frascos vazios.
Dizem que morrer é poético; eu só anseio pelo silêncio do verso final.
Não há frio, não há tato.
Habito a fresta entre o limbo e o agora,
onde os sonhos têm gosto de sal.
Seria isso a morte?
Ainda resta um sorriso pálido, nos olhos que pesam, quase rendidos.
O ar se torna um luxo, o adeus, um suspiro interrompido.
Não pergunte do que ela morreu.
O fôlego simplesmente cansou de lutar contra a gravidade.
Parou de respirar...centímetro por centímetro.
E no último átomo de consciência, o rastro de uma falta: -Preciso de você.
-
Autor:
Fenix (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 16 de fevereiro de 2026 14:29
- Categoria: Amor
- Visualizações: 5
- Usuários favoritos deste poema: Isabela Fenix

Offline)
Comentários3
Belo poema!
Obrigada! 😉
Belas palavras, Poetisa! Abraço poético.
Obrigada e abrçs! 😉
SERGIO NEVES - ...bom dia, Dona Isabel(a)...,...estou eu aqui tomando o meu café matinal -acordei tarde pra dedéu (..."desgustando o meu breakfast"... -para ser mais "chic"!)..,...normalmente eu acrescento algum açúcar ("de amargo basta a vida", como já dizia a minha avó), mas hoje eu o estou bebericando puro pra ver se consigo curar essa ressaca brava, oriunda de folias mil...,...quarta-feira de cinzas! ...vou usá-la como uma câmara de descompressão -para o corpo e para o espirito- ...daqui onde eu estou sentado estou vendo à minha frente um "instrumento refazedor de energias" -o sofá...,...e é pra lá que eu "me voy" já já! ...é,...hoje vai ser assim,...preguiçamentos e vadiagens a dar com pau... // ...e o engraçado é que mesmo com todo esse hoje meu "arriamento", forças vieram-me para te ler (...coincidência pura o título desse teu escrito com esse fato...) // ...e a leitura até que foi prazerosa...,...um muito bom escrito esse teu...,...meio "montanha-russa", mas bem interessante...,..e dessa vez não fizeste questão nenhuma de esconder: ...estás mesmo verdadeiramente apaixonada,...estás "de quatro" por um "unzinho" qualquer por aí... /// Carinhos a ti, menina angustiosamente precisada de um "você".
Primeiramente : Olá.
Ahh e compartilho dos mesmos pensamentos que tua avó \\\"de amargo já basta a vida\\\", mas não posso tomar café.
E sobre estar apaixonada....sério não estou.
Eu não sei explicar...eu sempre escrevi assim.
Aprendi a ler e escrever sozinha. Basicamente....3/4 anos.
E não, nunca estive apaixonada.
Sempre me interessei pelos estudos....meninos nãh...definitivamente não. Me entendia.
Sou apaixonada pelo amor e não pela ideia de amar.
Mas que bom que o escrito passou todo o sentimentalismo.
Grata pelo comentário e até. 😉
Para poder comentar e avaliar este poema, deve estar registrado. Registrar aqui ou se você já está registrado, login aqui.