Mesmo lugar, mesma atitude, mesma decepção
Não cansa? Sim. Por que está aqui? Não sei.
Qual o preço? Qual a latência? Qual a sua resistência? O que pretende deixar? O que pretende fazer?
Por quê? Eu me levantei e voltei a andar
Horas passam no relógio, quebre o espelho
Essa versão sua é imunda, saia da casa e feche a porta
Me senti doente, muito doente dentro da minha cabeça
Preciso respirar fora daqui, sem estar ali
E era um ciclo, foi um ciclo, é um ciclo
Estou ligando, eu liguei de novo, ninguém nunca vai atender, nem entender
Estou quebrando minhas juntas, saia do poço de novo
O ouro que buscou é apenas lama, não volte aqui, nem olhe para cá
Em cheque com o futuro, a solidão me arrasta para o abismo
Coração ferido, sangue sai das minhas narinas
O vento é cortante e dilacerante, provavelmente é apenas merecimento
Fraco, fraco, sua respiração diminui, diminui de novo
Cidade morta, mundo morto, sempre esteve morto
Me deixe me sentir vivo, realmente vivo, me deixe rastejar para fora daqui
E meu choro foi em vão, minha reclamação sem discussão
Se a morte for consequência para a salvação, quero pagar esse preço...

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