Frio, frio, em cima de uma chapa fria de metal
A chuva da madrugada, meus nervos estão ríspidos
Estive provando o gosto amargo da minha revolta
Eu ainda lembro, e quanto mais eu lembro, menos quero lembrar
Minhas habilidades são outras, mas eu ainda estou no ringue
Erguendo os meus olhos, nessa claridade ofuscante
E eu não consigo me prender nesse mundo virtual
Porque isso não me salva, não me acolhe, não me mostra o caminho
Sem mensagens, sem respostas, estou observando enquanto acendo mais uma vez a tela
E não importa quantas páginas eu escreva, continua o mesmo sentimento
Estou ligando, ligando, mas ninguém atendeu hoje
Me sentiria pior se eu continuasse cavando o fundo do poço
Com tantas vozes falando, continuo calando todas elas
Estou no palco, mas não consigo sentir que é algo importante
Só mais um passo, só mais uma barreira para ultrapassar
Queriam que fizesse, fui lá e fiz, disseram que era difícil, fui lá e fiz de novo
Flutuando na mente, tudo me pareceu entendiante, porque tudo sempre me pareceu frio
Sangue gelado, meu ar é rarefeito, pouco oxigênio
Me acostumei com a geada e todas as pedras de gelo, sem reação, sem atenção, sempre fui alguém sem ambições...
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Autor:
Marsh (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 14 de fevereiro de 2026 20:48
- Categoria: Surrealista
- Visualizações: 5
- Em coleções: Melhores poemas.

Offline)
Comentários1
Muito bom poeta!
Abraços
Obrigado por ler, caro amigo Samuel!
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