O dia amanhece cedo,
Visão leve, embaçada,
Depois do celular como primeiro ato,
O segundo é óbvio,
Café com cigarro,
Correria pra caralho,
Contra descontos, não me atraso.
Arrumado, perfumado,
"Porra, que busão demorado."
"Acho que é o tempo de eu dar uns trago".
Caminhada do caralho pra chegar até o trabalho, melhor andar fumando, do que não fumar parado.
Dia estressante no trabalho,
Já tatuei,
Respiro, logo fumarei.
Sem volta,
É a fumaça que guia,
Antes eu conseguia
controlar
Agora
quem diria...
Caminha até o ponto, mesma rotina,
Tira do maço, esqueiro na mão, acende, puxa, solta, alivia.
"Que ritmia é essa no meu coração?".
É o ritmo da mente dizendo sim, e o corpo dizendo não,
Respiro, logo fumarei,
To em casa, cheguei,
Tomei banho, preparei a janta,
E jantei,
Sai pra fora e fumei.
De costume,
Instagramei,
Visão leve e embaçada,
O dia termina tarde.
O início é o fim.
Nem lembro da última vez que eu real lutei por algo,
lutava pra não cair do palco que eu mesmo inventei,
No inventário,
mais uma poção de como não me apegar a algo,
se pá que tinha álcool,
Bebo, logo fumarei,
nada diferente do que confiar no próprio passo,
mais perigoso do que voar alto,
é voar baixo,
ato raro hoje é acompanhar o compasso do tempo,
perco-o mais no que não faço,
do que no que eu ando fazendo,
Contratos anuais com músicas que nunca saem,
Não nasci com manual,
engata a primeira e vai,
me amarrei no visual,
fui superficial demais.
Respiro, logo fumarei,
não to sentindo o dano,
Porque eu já apanhei demais,
a real é que eu só paro quando o pulmão falar "aí",
ou quando o preço do maço chegar a 20 reais.
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Autor:
Castrovsk (
Offline) - Publicado: 13 de fevereiro de 2026 10:18
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 4
- Em coleções: Muita alma e muita arte..

Offline)
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