Esperei longamente o erro disfarçado,
Chamando amor ao que não soube ser;
O sonho, mal nascido e mal cuidado,
Tornou-se outro, distante do dever.
O que devia florir foi desviado,
Perdeu-se antes mesmo de viver;
E o tempo revelou, resignado,
Que amar também é aprender a perder.
A vida é lágrima breve no infinito escuro,
Um mar que dança alheio à nossa dor,
Mergulhando no abismo mais profundo.
Corpos movem-se ao sal do mesmo rito,
Mas nada fica, nada salva o amor:
Só resta aceitar o fim do mundo.
Imagno Velar
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Autor:
Imagno Velar (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 13 de fevereiro de 2026 04:01
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 6

Offline)
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