Não carregar o peso do outro
não é virar as costas,
não é fechar os ouvidos
nem endurecer o coração.
É saber que cada alma
tem seu próprio caminho,
suas pedras, suas travessias,
seus aprendizados.
Eu não preciso viver
a dor que não é minha,
mas posso oferecer abrigo
no silêncio que escuta,
na presença que acolhe.
Não preciso me exaurir
no eco das reclamações,
nem afundar na tempestade alheia —
mas posso ser porto,
posso ser farol.
Empatia não é se perder,
é saber sentir
sem se dissolver.
É distinguir
onde termina o teu chão
e começa o meu,
para que eu possa estender a mão
sem deixar de estar de pé.
Autocuidado não é egoísmo,
é raiz firme na terra
para que o galho possa oferecer sombra.
Entre o meu e o teu
há um espaço sagrado:
o limite.
E é nele
que mora o amor maduro —
aquele que apoia,
mas não se abandona.
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Autor:
Josi Moreira (
Offline) - Publicado: 11 de fevereiro de 2026 14:03
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 3
- Usuários favoritos deste poema: Josi Moreira, Arthur Santos

Offline)
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