O despertar de um corpo solitário

Gabrielmaria

O despertar de um corpo solitário

 

Olhos vagos em meio a uma multidão

Gritava por ajuda e por apelo de um amor sólido e verdadeiro

Onde estava eu naquele luar sombrio e naquele sol fervoroso, da meia-noite e do meio-dia?

Onde eu estava eu não sei, mas onde o amor estava, sabia eu, bem diante do meu peito 

Quebrado e vazio

A solidão vem assim, de maneira rápida e fria, sem um "Oi", mas também sem nenhum "Adeus"

Por isso fiz de mim, minha própria casa, minha própria companhia, minha própria solidão

Primária, mas feliz; Hoje choro em meio ao caos, no silêncio do ventre materno invisível e no colo paterno inacessível

Mas sempre ao silêncio e ao vento, sem implorar ajuda, ou sem pedir ajuda 

Porque talvez eu saiba, que não há ajuda, nem socorro

Diante dos fatos, como dizem, não há argumentos 

Mas há menções, nas palavras não ditas, nas atitudes não feitas, no pouco caso cometido

Procurar a mim mesmo, tem sido o melhor pote de ouro no fim do arco-íris, quando a tempestade passa e só sobra o chão molhado e meu coração inundado das lágrimas cristalinas sob meus olhos vermelhos. 

 

Gabriel Maria 

 

  • Autor: Biel (Pseudónimo (Offline Offline)
  • Publicado: 10 de fevereiro de 2026 21:31
  • Categoria: Reflexão
  • Visualizações: 1


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