Deve ser eu ou você,
pois, por tempo indeterminado,
estamos sendo sujeitos…
Se sujeitando a não parar numa praça,
ver tudo que passa e tudo que fica.
Tempo é dinheiro, e dinheiro é desgraça.
Nunca foi troca justa.
Bem executada, nunca seria.
Pra lidar com devaneio mental,
derrete o metal,
constrói algo novo,
e recicla.
Recita poetas mortos,
pra que a sociedade dos novos
veja morte onde há vida.
Sujeitado a esperar um trem que um dia passa,
sem a sorte de ter uma Porsche.
Sujeitado a aguentar mágoas,
sem coragem de olhar no espelho.
Achando que fim é igual a fins lucrativos.
Pecando somente por existir,
orando pra tentar resistir,
ciclando entre início, meio e fim.
Sujeitado a ser o fim do início,
até conseguir entender
que o começo é o sentido.
É realmente…
Deve ser eu ou você,
pois, por tempo indeterminado,
estamos sendo sujeitos…
-
Autor:
Castrovsk (
Offline) - Publicado: 10 de fevereiro de 2026 08:04
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 1
- Em coleções: Muita alma e muita arte..

Offline)
Para poder comentar e avaliar este poema, deve estar registrado. Registrar aqui ou se você já está registrado, login aqui.