Eles viram o olhar
ou encaram com receio
aquilo que não reconhecem.
Não posso sentir o que sentem,
nem acessar o ruído que ocupa suas mentes.
Estão destroçados
pelo próprio conhecimento raso,
dispersos numa ignorância confortável.
Em sono leve,
perdem-se diariamente
das suas próprias realidades.
Criam verdades coloridas,
provisórias,
tratadas como absolutas
no entorpecimento do sonho.
Meias verdades circulam
e são levadas a sério.
Perdidos,
habitam uma realidade lúdica
que nunca precisou se autoconfrontar.
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Autor:
Noétrico (
Offline) - Publicado: 9 de fevereiro de 2026 14:25
- Comentário do autor sobre o poema: Escrevi a partir do incômodo de ver pessoas vivendo dentro de narrativas que não suportam ser questionadas (sociedade e significados). Não é ataque, é constatação: quando o conforto vira critério de verdade, a realidade deixa de ser vivida e passa a ser sonhada.
- Categoria: SociopolÃtico
- Visualizações: 2

Offline)
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