Bem lá longe, onde nada se encontra nem se respira,
jaz uma figura imbuída em branco e cinzas.
Mergulhou no silêncio, na paz que a solidão oferece;
só por um instante, suas escolhas e uma prece.
Com ele resta um oceano vazio;
adentro, repleto de dúvidas;
afora, um astronauta sozinho.
Por fora nada transmite, pois seu traje o omite.
Nada se pode supor e nada pode se ver.
Está entre o triste e o feliz,
como a manhã e o amanhecer.
Encontra-se só, em uma superfície desértica,
contemplando o infinito em sua verdade poética.
Está sempre procurando por algo,
vasculhando as estrelas, contemplando suas cores,
outrora ouvindo as notas de suas incertezas.
Ele procura por uma cor, por um sentimento,
tão distante de todos e no âmago de um astro vago.
Resta o brilho dos olhos, de um olhar sem julgamentos.
Talvez nunca o encontre ou nunca o veja,
pois o que realmente procura
descrito está - por todo este poema.
Guilherme Âmago
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Autor:
Guilherme Âmago (
Offline) - Publicado: 9 de fevereiro de 2026 00:02
- Categoria: Reflexão
- Visualizações: 5
- Em coleções: Perdido sob as estrelas.

Offline)
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