Fragilidades

José Francisco de Morais

Ai rosa mesmo agora preciosa
nascida de um silêncio rosa brava
Ao vento vai dançando tão vistosa
Sem espinhos, já não sente, já nem crava
 
Tão triste adormecida sem ter luz
Na cinza fria e escura, consagrada
Jaz agora sem vida, nem seduz
Foi grande o seu amor, mas foi deixada
 
Seu caule fora forte engalanado
Haste que num jardim muito agradou
Agora num silêncio derrotado
Vai morrendo, pois já tudo mudou
 
Em tempos, água pura que cantava
Neste vale, seco e triste, já sem vida
Trazia a nau da vida que passava
Tão bela, transparente, guarnecida
 
Se a flor, a nau, o rio, o ardor cruel
São as verdades em ti simples mortal
És lume, água, terra, és triste fel
Qual rosa que nasceu no roseiral
  • Autor: José Francisco de Morais (Offline Offline)
  • Publicado: 8 de fevereiro de 2026 13:33
  • Categoria: Reflexão
  • Visualizações: 4
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