Todas as pessoas são profundas.
Mas são poucas aquelas que podem acessar e encarar essa profundidade.
Todo mundo diz que é profundo,
até ter que encarar o "monstro do lago Ness"
que mora no subconsciente.
Mergulhar em si mesmo é ótimo,
mas ninguém avisa
que a água está gelada
e a gente esquece onde deixou a lanterna.
O homem é uma cebola existencial.
Retira-se a casca do trabalho,
a camada da família,
a película dos desejos...
No fim, resta o vácuo ou a totalidade?
Encarar o núcleo é o único jeito de saber se somos algo
ou apenas a soma das nossas camadas.
E quando o silêncio enfim responde,
não vem em frase — vem em susto.
A gente percebe que o fundo não é lugar:
é hábito.
E que o “eu” que procurávamos tão fixo
talvez seja só o que insiste
quando todas as máscaras cansam
e a mão, tremendo, reaprende a acender a própria luz.
- Autores: A.G (Pseudónimo, Bulaxa Kebrada, Sezar Kosta, Jairo Cícero
- Visível: Todos os versos
- Finalizado: 23 de fevereiro de 2026 13:00
- Limite: 6 estrofes
- Convidados: Público (qualquer usuário pode participar)
- Categoria: Reflexão
- Visualizações: 6

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