Na penumbra mansa do rodapé, Ela repousa, estática e vil, Um palco armado em madeira e fé, No silêncio agudo de um mês de abril.
O queijo é o sol de um sistema breve, Ouro falso em gancho de metal, Um convite doce, um passo leve, Rumo ao eclipse do ponto final.
A mola é o tempo tensionado, Um nervo de aço pronto a saltar, O erro do bicho, por frestas guiado, É o gatilho exato do despertar.
Não há aviso, nem há intervalo, Apenas o estalo, o golpe, o clarão, A sorte finda no estrito estalo, Presa no ferro da própria pulsão.
Sentinela muda, sem ódio ou glória, Cumpre o destino de interromper, Guardando na tábua a pequena história De quem, por fome, deixou de ser.
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Autor:
Poesia Abandonada (
Offline) - Publicado: 7 de fevereiro de 2026 17:13
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 2

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