Ironia do Destino

Oswaldo Jesus Motta

Veja só a ironia
Deste amargo destino,
Cuidei desse moço,
Desde bem pequenininho.

Agora ele passa,
Nem sequer olha para trás,
Ignora as noites perdidas,
E de sacrifícios mais.

Mas hoje ele é doutor,
Faz pose de rei
Não lembra mais da infância 
Onde humildade lhe ensinei.

Tratou-me com desdém,
Como se eu fosse um trapo,
Lembrei-lhe: sou aquele,
Que tanto lhe deu afago.

Jogou-me três moedas,
Nada mais, ele se vai,
É triste, mas é real,
Meu menino não volta mais.

Não esqueça, meu filho,
Do conselho que vou lhe dar,
Quem hoje nega a mão,
Amanhã pode precisar.

E se um dia se arrepender,
Me abrace, me faça esquecer,
Que o tempo traz a distância
Mas não apaga as lindas lembranças.

  • Autor: Oswaldo Jesus Motta (Offline Offline)
  • Publicado: 7 de fevereiro de 2026 15:45
  • Categoria: Reflexão
  • Visualizações: 4


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