Ironia do Destino

Oswaldo Jesus Motta

Veja só a ironia
Deste amargo destino,
Cuidei desse moço,
Desde bem pequenininho.

Agora ele passa,
Nem sequer olha para trás,
Ignora as noites perdidas,
E de sacrifícios mais.

Mas hoje ele é doutor,
Faz pose de rei
Não lembra mais da infância 
Onde humildade lhe ensinei.

Tratou-me com desdém,
Como se eu fosse um trapo,
Lembrei-lhe: sou aquele,
Que tanto lhe deu afago.

Jogou-me três moedas,
Nada mais, ele se vai,
É triste, mas é real,
Meu menino não volta mais.

Não esqueça, meu filho,
Do conselho que vou lhe dar,
Quem hoje nega a mão,
Amanhã pode precisar.

E se um dia se arrepender,
Me abrace, me faça esquecer,
Que o tempo traz a distância
Mas não apaga as lindas lembranças.

Comentários +

Comentários2

  • Vilma Oliveira

    Meus sinceros parabéns poeta! Seu poema traduz uma forte expressão
    de tristeza diante da ingratidão humana que estamos expostos todos os dias.
    Tenha uma noite abençoada! Meu abraço fraterno.

    • Oswaldo Jesus Motta

      Muito obrigado pelas palavras generosas e pelo olhar sensível, amiga Poetisa! Fico feliz que o poema tenha tocado seu coração. Que sua noite também seja abençoada e repleta de serenidade. Receba meu abraço fraterno e poético.

    • Geralda Maria Pinheiro Figueiredo Pithon

      Um recado e tanto, para tocar na alma!

      Chapéu!

      Sou sua fã!



    Para poder comentar e avaliar este poema, deve estar registrado. Registrar aqui ou se você já está registrado, login aqui.