Ao te ver, o mundo amanhece mais cedo.
Teu olhar me causa medo —
como uma criança ao temer o anoitecer.
Ao te ver, me sinto pequeno e grande ao mesmo tempo,
diante da grandeza de tua singela natureza:
enigmática e confusa,
a confundir todos os meus pensamentos.
És fruto de um cotidiano comum em constante revolução;
és musa de um mundo que não existe,
mas habita, em silêncio, em meu coração.
Teu olhar me causa uma disritmia...
Faz-me querer acordar para sentir aquele medo mais um dia.
És pedra polida em eterna poesia,
és arte em melodia estática,
movimento petrificado em Deusa encarnada.
Desperta paixão em cascata a fluir em minhas veias,
envenenando a alma de amor, inquietude e calma.
És simples e complexa.
Ao te ver, é fácil perceber:
nobreza e humildade, uma estátua de amor e prazer.
És pura e impura;
és paixão que, de tanto torturar em eterna tortura,
ainda que em silêncio, perdura.
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Autor:
L.Dutra (
Offline) - Publicado: 6 de fevereiro de 2026 22:55
- Categoria: Amor
- Visualizações: 2

Offline)
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