Uma eterna variação,
muitas coisas
que não levam a lugar algum.
Desprendido de limites terrenos,
um completo caos de
saber,
crer,
almejar,
querer.
Ah, pobre vazio:
sem perspectivas,
sem validade plena,
real.
Tudo caro demais,
tudo vago demais,
nada caracterizado,
nada certo.
Definitivo
vazio.
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Autor:
Noétrico (
Offline) - Publicado: 6 de fevereiro de 2026 09:35
- Comentário do autor sobre o poema: Escrevi este poema para dar forma ao peso de um mundo saturado de possibilidades, mas pobre em sentido. É o retrato de um vazio que não nasce da falta, mas do excesso — e que, por isso, parece definitivo. Surgiu quando percebi que nem todo vazio é silêncio: alguns são barulho sem forma, ruído, caos. Nomeá-lo foi a única maneira de não me perder dentro dele, no vácuo não tem som.
- Categoria: Reflexão
- Visualizações: 6
- Usuários favoritos deste poema: Arthur Santos

Offline)
Comentários1
Um bonito vazio criativo!
Abraços ao poeta!
Obrigado, tem bastantes assim...
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