Não há caminho se não sabes onde chegar,
mas havia uma pedra
sem destino ela foi companheira
me acompanhava enquanto à chutava
me divertia sem reclamar,
parecia besteira.
Eu à chutava distraído, e ela seguia silenciosa,sem reclamar.
parecia uma brincadeira sem importância,mas na solidão da estrada aquela pedra ganhou presença.
Tornou-se companhia,quase um diálogo mudo entre nós dois.
Por um tempo seguimos juntos.
ela rolava à frente,e eu alcançava,e assim a jornada se tornava menos árida.
Até que chegou o momento em que precisei levantar os olhos e enxergar a minha frente.
O caminho me chamava para além da distração, e a pedra ficou para trás.
Senti tristeza.
Havia apego naquela relação improvável,
Mas compreendi :o propósito dela era apenas me acompanhar até ali.
Força-la a seguir seria insistir em um caminho perdido.
Segui em frente.
A pedra permaneceu no chão,guardando o trecho que percorremos juntos.
E eu aprendi que até o que parece insignificante pode nos ensinar sobre companhia,despedida e sobre a necessidade de continuar.
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Autor:
Arthur Vidigal (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 5 de fevereiro de 2026 10:40
- Categoria: Natureza
- Visualizações: 3
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