No instante que sorrio, eu sinto dor
Pois a vida se vive numa constante agonia
Olho pro relógio, questiono quanto durou
Aquela antiga tristeza, aquela presente alegria
Eu aceito o que vier, seja lá o que for
Eu faço o que quiser, já não sei onde vou
Eu irei onde der, pois me atrasei na corrida
Paro, respiro, desisto
Pois a vida se vive numa constante agonia
Me apoio nos meus próprios joelhos
Xingo a mim mesmo no espelho
Quem sabe assim eu esqueça desta vida
Me submerjo no suor do trabalho
Ouço meus sonhos e não olho onde falho
Quem sabe assim eu me sinta menos velho
Eu encaro a parede numa inércia vazia
O sol bate na alma, mas ela ainda está fria
Me pergunto o quanto ainda valho
Não tenho tempo para ouvir conselhos
E muito menos para lidar com canalhas
E é por isso que não me olho com zelo
E do mundo já não sou boneco
Mas de mim mesmo me tornei cobaia.
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Autor:
C4torze (
Offline) - Publicado: 4 de fevereiro de 2026 22:50
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 2

Offline)
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