Morrendo mais uma vez

Marcos Moises

Da minha alma escrevo essas palavras, e todo aquele que as lerem saibam que serão amargas, pois minha alma se encontrava em escuridão e a luz no túnel achei então, desci no mais profundo abismo tentando me afogar, sem saber até quando minhas mágoas teria de guardar, continuei afundando até achar o limite da solidão, e isso cada vez mais destruía meu coração.

como pode um poeta procurar as profundezas da solitude e ainda respirar, mas eu sabia quando iria me libertar, e não seria agora. Não foi a última vez que afundei profundamente e também foi a primeira vez que afundei por conta própria e incansavelmente.

Enquanto mais fundo eu ia a superfície desaparecia. Eu já me considerava morto mas morto é uma palavra forte demais dada para alguém que só não é uma pessoa capaz.

Atrás de tudo que buscava nada mais adiantava, já estava sem ver a luz à vários dias naquele abismo incolor, onde o que havia de colorido só minhas lágrimas de sangue que já estavam escuras sem cor...

As lágrimas se diluem com a água, mas do que servem as lágrimas de um homem, se não para o humilhar ou fazer parecer fraco...

Mas o que é a fraqueza comparado às tristes almas como eu, que sofrem mais que mim. Quem sou eu enfim.

 

Comentários +

Comentários1

  • Rosangela Rodrigues de Oliveira

    Bem triste seu poema. Mesmo estando no abismo temos que procurar uma luz divina, um motivo para continuar vivendo. Boa tarde poeta.



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