O NADA
O que eu costumo dizer
é muito simples
não costumo dizer nada
prefiro a boca calada
para quê dizer?
as pessoas já não se ouvem umas às outras!
e quando ouvem
distorcem
ouvem aquilo que pensam que ouviram
ouvem aquilo que desejariam ouvir
por isso
e só por isso
o que eu costumo dizer
não se ouve sequer
porque não digo nada
não quero a minha palavra enjeitada
Mas penso
Ah! penso!
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Autor:
Arthur Santos (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 3 de fevereiro de 2026 12:42
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 260
- Usuários favoritos deste poema: Versos Discretos, Sinvaldo de Souza Gino, Poeta por acaso
- Em coleções: 20 POEMAS MAIS COMENTADOS.

Offline)
Comentários4
Mesmo calado, o pensamento permanece vivo, intenso e indomável. Parabéns pela poesia, viva e atual!
Grato pelo comentário Poeta Wander. Abraço.
A dificuldade de ser ouvido em um mundo onde cada um escuta apenas o que deseja, e isso torna o poema ainda mais profundo...Parabéns!
Agradeço o comentário poeta Oswaldo.
Muito bom...até breve
Agradeço a visita poetisa Leida.
Até breve...
Linguagem simples a acessível, ligada integralmente ao cotidiano de hoje. E o mais impactante, seu profundo sentido e rica essência.
Grato pelo seu comentário e interpretação do poema. Abraço.
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