A consequência do que poderia ter sido mudada.

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Ando trivialmente angustiada com a vida; tenho a consciência de que não devo culpá-la de absolutamente nada. Ok, talvez eu deva, mas não seria justo. Afinal de contas: escolhas, destinos, consequências.

Mas, em um mundo paralelo, onde não há pasto verde e tampouco paredes, apenas a imensidão do que poderia ser preenchido naquele local, em quais estantes eu poderia colocar meus feitos? Ou quais quadros eu jogaria no chão por frustração do que não foi conquistado? E, falando sério, qual a graça de termos tudo o que seria de nosso agrado? Sempre apreciei a melancolia; era ela quem me dava motivos de não estagnar na mesmice de ser quem sou, com falhas, medos e, no fundo, uma vontade insaciável de mudar a moldura daquele quadro em que um dia eu joguei no chão. Talvez, se ele fosse diferente, eu o olharia com outros olhos e talvez nem o jogaria; apenas aceitaria. Diferente da maneira que ele é: imperfeito, mas ainda assim, necessário.

  • Autor: Rauhanny (Pseudónimo (Offline Offline)
  • Publicado: 2 de fevereiro de 2026 22:26
  • Comentário do autor sobre o poema: Aprender a aceitar o que somos sem abandonar o desejo de nos transformar.
  • Categoria: Reflexão
  • Visualizações: 1


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