Pulei

castrovsk

 

Estou caindo,

E buscando sentido pra princípios,

Aos quais tempo é grana,

Pra mim o tempo é grama,

 

Quanto mais destruindo,

Mesmo resistindo,

Menos existindo,

 

A cobrança não se paga em mangos

Vai ser azeda igual manga,

 

Bolhas pelo nariz,

Lúcida visão,

Barulho de desespero,

Sede de diversão,

 

Águas...

Eu to na imensidão,

 

Sou expresso de rima,

O trem vai partir,

impossível não expressar minhas rimas,

 

Me joguei na parede com malas de roupas, errei a plataforma,

Eu fui um trouxa,

 

um dia a cicatriz, deixa de ser roxa,

logo eu vejo o som das nuvens,

Enxergo a brisa que vai e volta,

 

Eu to preso por ser o mais fera,

Nessa bela atmosfera,

 

Sou uma Estrela que brilha sem formas,

 

 

De qualquer forma oq fica,

É a maldita rima,

Que eu pago com alma, e não com folhas,

 

Do que adiantou estourar a bolha,

Se a queda matou,

 

Ah, Pelo menos eu estourei,

 

Meu medo é nem conseguir gritar que eu me afoguei,

 

Subconscientemente,

Sei que é a morte,

 

 

Terra firme,

 

Me salvei

 

Porém,

Foi na beira do morro de novo,

Infelizmente não tinha doce,

Só um lago lá em baixo,

E uma placa de boa sorte,

 

 

 

Pulei.



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