Estrago no salão; ela não bebia,
Poesia, o seu preferido trago,
Afago que da sua alma escorria
Trazia consigo um sereno lago.
Vago era o tamborete ao seu lado,
Trincado um copo, no chão uma bituca,
Muvuca ao fundo, som desligado.
Embriagado moço; e ela maluca?
Sinuca, bebida e tanta fumaça,
Taça imunda; belo riso ela abriu.
Retribuiu o garçom, quase a abraça.
Faça o favor: a folha pediu,
Dirigiu-se à mesa com graça,
Traça e retraça versos; depois saiu...
Raquel Ordones #ordonismo #raqueleie
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Autor:
Raquel Ordones (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 2 de fevereiro de 2026 20:18
- Categoria: Surrealista
- Visualizações: 27
- Usuários favoritos deste poema: Sinvaldo de Souza Gino

Offline)
Comentários3
Concordo plenamente com essa poesia, gostei do seu estilo, descontraído!!! Abraço fraterno!!!
obrigada!
Um poema inusitado. Até breve!
obrigada pela leitura!
Belas palavras, Poetisa!
abraços, menino poeta!
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