Aviso de ausência de Vilma Oliveira
YES
YES
Lamentos e perdões são desenganos
A me turvar em névoas o pensamento
Eu vivo pra chorar meus sofrimentos
Eu morro pra esquecer os meus enganos!
Se o abandono da alma traz-me a paz
Que vela as sepulturas e os mistérios
A contemplar de longe os cemitérios
Esse silêncio é meu, comigo jaz!
Que me levem os corredores dos aflitos,
Se ninguém pode ouvir meus gritos,
A clamar misericórdia de outra vida;
Se Deus teceu as mantas com bordados,
Em brancas rendas os céus trabalhados,
Por que não digo adeus à despedida?
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Autor:
Vilma Oliveira (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 1 de fevereiro de 2026 20:23
- Comentário do autor sobre o poema: Este soneto faz parte de uma coleção que escrevi, foi um dos primeiros sonetos que fiz. Por volta de 1996 mais ou menos.
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 86
- Usuários favoritos deste poema: Arthur Santos, MAISA NALAPE, Ana julia Fernandes borba

Offline)
Comentários4
As despedida são tristes! Mas seus poemas surpreendem a cada edição . Muito bom te-la por aqui, poeta!
Obrigada por sua gentileza em comentsr meu soneto. Este é bem antigo. Meu abraço amigo.
Versos lindos e profundos!
Parabéns, poetisa!
Grande abraço.
Obrigada por suas palavras.
Abraço fraterno.
Sente-se a sonoridade das palavras.
Gosto muito.
Versos densos e profundamente tocantes… há uma dor quase sagrada nessas palavras, como um eco que atravessa silêncio e eternidade. A construção é bela e intensa, deixando no leitor uma sensação de reflexão e arrepio.
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