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Não decide.
Executa.
Aprendeu cedo
que pensar custa
e repetir protege.
O gesto vem antes do motivo.
A resposta, antes da pergunta.
Não erra porque não tenta outra coisa.
Levanta no horário certo,
fala no tom esperado,
repete o que funciona
— mesmo quando já não significa nada.
Não acredita.
Cumpre.
Quando pergunta “por quê”,
já está atrasado.
O sistema não espera quem precisa entender.
O robótico não é frio.
É econômico.
Economiza dúvida,
economiza conflito,
economiza exposição.
Grita com a multidão
para não ser visto.
Anda com todos
para não cair sozinho.
Não quer dominar.
Quer seguir sem custo.
E segue.
Mesmo quando tudo muda,
mesmo quando o corpo protesta,
mesmo quando o sentido sai pela porta.
Segue porque parar exigiria escolha.
E escolher
já não está no procedimento.
O robótico não prende.
Ele continua.
E enquanto continuar for mais seguro
do que pensar,
ele permanecerá
como se fosse natural.
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Autor:
Noétrico (
Offline) - Publicado: 1 de fevereiro de 2026 16:04
- Categoria: Reflexão
- Visualizações: 3

Offline)
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