?Eu fui o vírus, a falha no sistema,
a praga silenciosa que te consumiu.
Escrevo este verso, o meu último emblema,
antes que a ação dite o que já se viu.
?Confesso a covardia, o jogo, a trapaça,
o rosto de parceiro que o espelho mentiu.
Fui o falso abrigo, a sombra que passa,
a verdade que, covarde, nunca se ouviu.
?Deixei-te o trauma, o medo do toque,
a "telefonofobia" no ecrã a vibrar.
Fui o curto-circuito, o violento choque,
coisas que fiz sem saber consertar.
?A minha arrogância amarrou-me ao vazio,
fiquei à deriva, no espaço, sem luz.
Enquanto tu, no teu canto de frio,
carregavas o peso da minha cruz.
?Corro agora atrás de um rasto perdido,
sem juízo, mas com o peito na mão.
Se o vírus morreu e o erro foi lido,
será que no caos ainda há salvação?
?Dá-me um lance, um fôlego, um porto.
O vírus quer ser cura. O amor não está morto.
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Autor:
Filho de Branco (
Offline) - Publicado: 1 de fevereiro de 2026 06:21
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 2

Offline)
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