Trago nos costados um Poeta

Ricardo Maria Louro

Trago nos costados um Poeta!

Uma Alma invisivel que me

esventra ...

Uma voz imensa, cheia de noites ...

... vagas ... persistentes ...

Dias vãos! Tantas sombras!

Trago no meu corpo o abismo

de um Destino,

um imenso precipicio,

a tarde quente, eterna e abissal

à beira de um silêncio ...

Isso que acontece quando tudo

está parado, a meio tempo ...

Quando eu morrer façam destes

versos a mortalha ...

... porque trago nos costados

um Poeta!



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