Reminiscências
(Rio Bonito, 24 de abril de 2010. Juliana de Lima)
A catilinária que de ti recebi
Ressoa frequentemente em meu mundo,
Minha consciência interfere, judicante:
A mágoa que fere meus dias me envolve como de reide.
Quando na madrugada, com lembranças revoltas adormeci,
Em sonho revi seu olhar profundo,
Meio distante, que doravante
O devaneio não permite... aos poucos se perde.
É inevitável: As reminiscências cedem ao tempo.
Seu semblante aos poucos empalidece,
Meu Ser se desespera: Não quero te esquecer;
Sinto que sua ausência é que traz esta lacuna.
Esquecer poupar-me-ia de tanto sofrimento.
Embora este remanescer de ilusão me sirva de alicerce,
Não posso te querer
E nessa tristeza minha existência se afunda.
Em noite de luar,
Quando em meus olhos as estrelas resplandecerem,
Lembrarei daquela noite em claro,
Suspirarei de saudade.
Ninguém ocupará o seu lugar:
As maiores brasas apenas adormecem,
O momento que marca é o mais raro,
E não necessariamente o de felicidade!
(Juliana de Lima).
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Autor:
Ju Lufada (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 29 de janeiro de 2026 10:32
- Categoria: Não classificado
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