Tenso,
despido de mim
diante de muitos.
Não posso abrir,
não podem ver.
Mostrar além do alcance.
Olhar além da sombra.
Ir além, na solução do futuro
e despertar o soluto do passado.
Aprender o básico
mantendo o arcaico.
Presente norteado
pelo tanto repetido
que se tornou verdade.
Parede falsa.
Dispersão alética:
necessidade,
possibilidade,
contingência.
Impossibilidade.
O eu que nasce
para sustentar o nós.
O eu que morre,
para poder nascer
o eu sem você.
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Autor:
Noétrico (
Offline) - Publicado: 28 de janeiro de 2026 15:18
- Comentário do autor sobre o poema: Escrevi 'Limiar' como quem segura a porta sem atravessar. Não é exposição, é limite. O eu que aparece ali nasce da ilusão de controle, não da falta e permanece inteiro justamente porque não se dilui no nós, no externo.
- Categoria: Reflexão
- Visualizações: 5

Offline)
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